TSE mantém inelegibilidade de Valmir de Francisquinho e Talysson, que os retira da disputa em 2022


Com o placar de 4×3, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decretou nesta quinta-feira, 23, a inelegibilidade por oito anos do ex-prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho (PL), e do seu filho, o deputado estadual Talysson de Valmir (PL).


O ministro Sérgio Banhos foi o relator da ação. No dia 2 de junho, um pedido de vista do ministro Carlos Horbach interrompeu o julgamento, que foi retomado na manhã desta quinta na sede do TSE, em Brasília. Com a decisão do TSE, Valmir de Francisquinho, que é pré-candidato ao Governo de Sergipe, não poderá disputar as eleições deste ano.


Além da inelegibilidade de Valmir, Talysson foi condenado também a perda do mandato de deputado estadual. No entendimento da maioria dos magistrados da Corte, houve abuso do poder político e econômico nas eleições de 2018 por parte do pai de Taysson – o Valmir de Francisquinho -, que acabou beneficiando o filho.


O voto de minerva coube ao ministro Edson Fachin, presidente do TSE, que desempatou a votação ao seguir o voto do relator Sérgio Banhos. Acompanharam também o voto do relator os ministros Nunes Marques e Mauro Campbell. Foram votos vencidos os ministros Alexandre de Morais, Carlos Horbach e Benedito Gonçalves.


Os políticos recorreram ao TSE para tentar reverter a decisão do TRE-SE que condenou Talysson a perda do mandato e estabeleceu a inelegibilidade de oito anos aos dois. Conforme a decisão do Regional, o ex-prefeito teria participado em “excesso” da campanha do filho, então candidato à Assembleia Legislativa do estado.


Valmir vinha liderando as pesquisas para o governo do estado, e tinha uma forte aclamação popular.


Fonte: Infonet

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