Thaynara Oliveira - Estou com sintomas gripais: e agora? Será que é gripe ou é COVID?

Atualizado: 14 de fev.


A garganta está arranhando e/ou doendo? Associado a isso a cabeça dói, os olhos ardem, o nariz pesa, inicia uma tosse chata, febre, dentre outros desconfortos mais? Se você está sentindo todos esses sintomas, não necessariamente nessa ordem, ou pelo menos alguns deles, você provavelmente está iniciando um quadro de síndrome gripal. Mas, e agora, o que fazer?


A primeira medida, sem dúvidas, é CALMA. Afirmar que esses sintomas se tratam de gripe ou de COVID é uma pergunta difícil que requer testagem para ser respondida com conhecimento de causa, visto que ambas as doenças possuem sintomas semelhantes e que variam de pessoa a pessoa. Ou seja, por mais que tenhamos uma lista de sinais e sintomas clássicos para cada doença, cada pessoa responde de uma maneira individual, por essa razão, pode apresentar sintomas diferentes do habitual. Em outras palavras, nem todo mundo é igual!


Como se não bastasse os desconfortos causados pela gripe e pelo COVID individualmente, recentemente foi constatado que uma mesma pessoa pode adquirir as duas doenças ao mesmo tempo por uma infecção viral simultânea. Essa condição clínica tem sido chamada de “flurona”, codinome dado à junção de influenza (gripe) com corona. E como saber de qual doença se trata? Testagem!


Mas, independentemente se a sua condição clínica se trata de COVID ou de gripe, as medidas iniciais são semelhantes e devem ser tomadas em casa, tratando os sintomas com analgésicos, antitérmicos já usados na sua rotina. Além disso, hidratação, alimentação saudável e balanceada (frutas, legumes, cereais, proteínas). É importante que você saiba que os sintomas não desaparecem com uma tomada única de medicamentos, podendo persistir por alguns dias. Não há fórmula mágica. Por isso, não se desespere!


Outra medida inclui a quebra da cadeia de transmissão por meio do isolamento. Se eu me protejo, protejo os outros, não é mesmo? Dentro do domicílio, as medidas de prevenção incluem: dormir em quarto separado de pessoas sem sintomas, separar objetos de uso pessoal dos de uso comum da casa, como talheres e toalhas, por exemplo, manter portas e janelas abertas para livre circulação do ar, uso de máscara quando necessitar transitar pelos cômodos e/ou se dirigir a um familiar não sintomático. Já fora do domicílio, sair somente quando necessário, como para fazer a testagem, por exemplo. E, se necessitar sair de casa, o uso da máscara, a higiene das mãos, evitar locais fechados e aglomeração de pessoas é de extrema importância.


E quando procurar ajuda médica? Se você é considerado pessoa do grupo de risco, ou seja, idoso, diabético, cardiopata, dentre outros, vale a pena uma consulta para avaliação e, consequentemente, evitar piora na sua condição clínica de base. Contudo, se você é uma pessoa saudável, que não faz parte do grupo de risco, aguarde um pouco a evolução dos sintomas, tomando aquelas medidas iniciais que falei anteriormente... Agora, se você, independentemente de ser grupo de risco ou não, evolui com sinais de gravidade como febre alta persistente há mais de 72 horas, vômitos repetidos, falta de ar, dificuldade de andar, falar, se alimentar, ingerir líquidos... é necessário buscar ajuda no serviço de urgência médica.


Fique atento aos sinais de gravidade e, sobretudo, CUIDADO COM AUTOMEDICAÇÃO! Usar remédio para dor ou febre que você já está acostumado a utilizar, que já foi prescrito para você, é diferente da prática rotineira de muitas pessoas em ir à farmácia e pedir amoxicilina para tratar gripe, por exemplo. Esta prática é altamente perigosa! Infelizmente, mesmo com a proibição da venda de antibióticos sem receita, muitas farmácias ainda vendem esses medicamentos sem prescrição, oferecendo riscos à saúde, visto que o uso indiscriminado de antibióticos gera além de outros problemas, a resistência à antibióticos. E, de uma vez por todas, fique ciente de que antibiótico não trata gripe! Mas, esse é um assunto para um outro momento...


Lembrem que os sintomas podem se arrastar por pelo menos por duas semanas e a tosse, sintoma chato, desconfortável, zuadento, é um dos últimos a desaparecer, mesmo que você use todos os xaropes do mundo!


Por fim, não menos importante, o uso de máscaras, a higiene das mãos com água e sabão, quando disponíveis, ou álcool em gel, bem como evitar locais fechados com grande circulação de pessoas, além das vacinas (sim, vacinas salvam vidas! Não tenha dúvidas!) ainda são nossas maiores armas para atravessar esse período tão difícil de pandemia.


Entretanto, se mesmo tomando todos os cuidados necessários você ainda se infectou, se cuide e cuide dos outros. Sendo gripe ou COVID ou os dois ao mesmo tempo, use o bom senso! Tá doente? Busque se cuidar e manter o isolamento. Saiba que atitudes negativas frente a doença podem ser a causa do adoecimento de muitas outras pessoas. Acreditemos juntos que tudo isso vai passar. É questão de tempo e de atitude!


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Thaynara Oliveira Médica - CRM/SE 6070 * o texto acima é meramente informativo e não substituiu a consulta médica.

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