Thaynara Oliveira - Chegaaaa! Cansei de tomar remédio!!! Quando posso parar?!

Atualizado: 23 de abr.


A tomada de medicamentos é um assunto recorrente porque envolve uma série de situações que podem levar desde a cura a complicações. Nessa celeuma, há os extremos entre os céticos que preferem padecer com problemas à tomar medicamento, e os exagerados, carinhosamente chamados de hipocondríacos, que tomam remédio por qualquer mínimo sintoma.

Infelizmente, pessoas que possuem doenças crônicas, que são doenças de curso prolongado, por vezes sem cura, necessitam fazer uso contínuo de medicamentos, podendo ser até pra vida toda, para controle∕alívio dos sintomas. É sobre esse tipo de paciente que chamo a atenção aqui: aquele que necessita fazer o uso contínuo do medicamento e de uma hora pra outra resolve parar, sem autorização do profissional de saúde que o acompanha.

Se você necessita fazer uso contínuo de um medicamento, NUNCA deixe de utilizá-lo por conta própria, pois essa prática além de ser muito perigosa, pode custar grandes complicações a sua saúde. Antes de qualquer coisa, ao iniciar um tratamento você deve ter ciência do seu problema de saúde: do que se trata, se é um problema crônico, qual o plano de tratamento (período determinado ou por toda a vida?!), periodicidade de reavaliação dos medicamentos, enfim...

Vou dar um exemplo prático: pessoas que recebem diagnóstico de diabetes. Diabetes é uma doença de caráter crônico, não transmissível, que possui tratamento, porém não há cura, há controle. Esse é o tipo de paciente que fará tratamento seja ele medicamentoso e∕ou não medicamentoso enquanto viver. Nesse caso, os medicamentos e a mudança de hábitos de vida objetivam reduzir os índices de glicemia e trazer mais qualidade de vida a esse paciente, mas qualquer mínimo deslize, os índices glicêmicos tendem a subir. Todavia, em um belo dia, esse paciente, que estava fazendo seu tratamento corretamente, decide colher uma glicemia de jejum e os valores vêm nos limites da normalidade. Daí ele pensa: “tá vendo, não tenho mais diabetes! Meu açúcar está normal! Vou parar esses remédios!” Pouco tempo depois, o cenário começa a mudar e a glicemia tente a subir gradativamente, trazendo outras complicações, e para atingir novamente o controle da doença haja tempo... O efeito rebote e seus expoentes gritam nessa hora!

Além de piorar o curso da doença, como exemplificado logo acima, a suspensão abrupta do tratamento pode gerar outras complicações que estavam sendo evitadas, criando uma cadeia de problemas que podem custar o uso adicional de mais medicamentos.

Não obstante, é importante falar sobre o outro extremo: sobre os tratamentos que devem ter um período determinado de uso e o paciente continua fazendo o uso porque “se deu com o remédio”. Isso pode custar um rim! Não faça isso! Todo e qualquer tratamento deve ser esclarecido e planejado junto a um profissional de saúde habilitado, afinal, nenhum medicamento é isento de efeitos colaterais. Lembre-se disso!

Pessoas que fazem uso de muitos medicamentos por dia em algum momento da vida já devem ter se cansado dessa prática. Não é fácil, realmente! Mas, pensem que “feliz daquele que tem um remédio para seu problema”, não é mesmo?! Difícil é ter um problema sem controle, sem tratamento.

Normalmente, doenças que não possuem o fator “dor” como sintoma têm seus tratamentos mais negligenciados e, consequentemente, abandonados. Os remédios são os aliados importantes de pessoas com algum quadro doloroso. Quem aguenta conviver com dores incapacitantes quando se tem recurso medicamentoso? E é justamente esse o ápice dessa nossa conversa: entender a importância de conhecer seu problema, seu plano de tratamento, para saber até onde ir, como ir e qual o objetivo a alcançar. Nesse momento, uma boa conversa com seu médico e uma aceitação da sua condição de saúde são imprescindíveis.

Agora, me conta, leitor, em que espectro de paciente você está? nos contidos, medianos ou exagerados? Já parou um tratamento por conta própria? Manda sua experiência sobre o assunto para nós! É sempre um prazer interagir com vocês! Saúde a todos e juízo nas decisões, ok?!

Gostou do texto? Tem alguma dúvida ou alguma sugestão sobre o assunto? Manda sua mensagem para o Malhador em Foco ou deixe o comentário abaixo! Será um prazer interagir com você! Até logo!


Thaynara Oliveira Médica - CRM/SE 6070 * o texto acima é meramente informativo e não substituiu a consulta médica.

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